Portugal não precisa de mais empresas. Precisa de mais empresas capazes de liderar.

O verdadeiro impacto da Ó Capital não se mede apenas pelos negócios que ajudamos a transformar…

Em criança, queria ser dona da Disney. Não pelo negócio, mas pela magia. Pela convicção de que não há impossíveis. Cresci a acreditar que o mundo pertence a quem tem a coragem de imaginar mais longe, e essa crença continua a orientar a forma como olho para as empresas, para as pessoas e para aquilo que é possível construir.

Talvez tenha sido por crescer entre contos de fadas que nunca deixei de acreditar que não existem impossíveis, apenas pessoas que desistem antes de descobrir até onde podem chegar. Hoje já não construo castelos. Ajudo a construir empresas. Mas continuo a acreditar exatamente na mesma coisa: que o futuro pertence a quem ousa, arrisca e visualiza os impossíveis. Aprendi cedo, porém, que a imaginação só constrói alguma coisa quando se encontra com a disciplina. Os castelos de que hoje cuido têm balanços, equipas e salários para pagar no final do mês.

Nunca consegui separar a pessoa que sou da profissional que escolhi ser.

Comecei a minha carreira na KPMG, meu único emprego, onde aprendi que a disciplina financeira é a espinha dorsal de qualquer negócio. Mas foi como empreendedora que verdadeiramente descobri o que significa construir uma empresa e quais os ingredientes para o fazer.

Abri a minha primeira empresa aos 24 anos. Desde então, já comprei empresas, vendi, liderei projetos de concentração, lancei novos negócios, celebrei conquistas e atravessei momentos em que pensei desistir. Conheço o entusiasmo de fechar um grande contrato e a responsabilidade de garantir salários no final do mês. Sei o que é a solidão das decisões difíceis quando ninguém as pode tomar por nós.

E não falo de teoria. Construí o Grupo Your agregando pequenas empresas de contabilidade até se tornar um grupo de centenas de pessoas. Quando chegou o momento certo, abri o seu capital à Explorer Investments para acelerar a fase seguinte, deixando a liderança nas mãos da equipa que a construiu. Aplicámos a mesma tese na DFK, em auditoria e consultoria. E voltámos a aplicá-la num setor completamente diferente, a saúde, com a HUG, hoje integrada na Lusíadas Saúde. Três vezes, dois tipos de parceiro, um financeiro e um estratégico, escolheram de forma independente aquilo que ajudámos a construir. A constante nunca foi a entidade nem o setor. Foi a equipa e o método.

Foi essa experiência que me mostrou que crescer é uma montanha-russa. É uma sucessão de desafios, aprendizagens, decisões e grandes erros. A tão importante aceitação da beleza do erro. E é precisamente por já ter vivido esse percurso que hoje consigo estar ao lado de outros empreendedores com empatia, pragmatismo e vontade genuína de os ajudar a chegar mais longe.

Portugal tem empresários extraordinários. Tem talento, determinação e ambição. O que muitas vezes lhes falta não é apenas capital. Falta acesso ao capital certo, no momento certo. Falta estrutura para sustentar o crescimento, clareza estratégica para tomar melhores decisões e a experiência de quem já percorreu este caminho e consegue acelerar resultados.

Ao longo deste percurso aprendi também outra lição que considero inegociável: nenhuma empresa se constrói sozinha. Os maiores projetos da minha vida nasceram sempre ao lado das pessoas certas. Pessoas que partilham os mesmos valores, que colocam a lealdade acima do ego, que honram a palavra dada e que entendem que o compromisso é o verdadeiro alicerce de qualquer sociedade duradoura.

O capital financeiro abre portas. O capital humano e relacional é o que constrói empresas que perduram. São a confiança, a qualidade das relações e o alinhamento de valores que sustentam as decisões mais difíceis e tornam possível criar projetos verdadeiramente transformadores.

Foi para responder a esse desafio que nasceu a Ó Capital.

Acreditamos que Portugal não precisa apenas de criar empresas. Precisa de ajudar as melhores a ganhar dimensão. Porque são empresas maiores, mais competitivas e mais ambiciosas que transformam a economia, criam melhores empregos e deixam um impacto duradouro no país.

Mais do que investidores ou consultores, somos parceiros de construção. Trabalhamos lado a lado com as equipas para fortalecer organizações, desenvolver marcas fortes, acelerar decisões e preparar cada nova fase de crescimento. E aquilo que fazemos não é acaso: assenta numa tese de consolidação clara, construída ao longo de anos. Unir empresas com competências complementares para juntas ganharem escala; dotá-las de uma estrutura partilhada que sozinhas nunca teriam e cruzar conhecimento entre setores que raramente se falam. Foi esta tese que aplicámos no Grupo Your, na DFK e na HUG, e é ela que colocamos, agora, ao serviço de outros.

Na Ó Capital acreditamos que as melhores empresas não se constroem com pressa. Constroem-se com ambição, disciplina e uma visão de longo prazo. Trabalhamos com enorme proximidade, porque gostamos genuinamente de construir ao lado dos fundadores. Com total respeito e admiração pelo seu ADN, pela sua visão e pelo caminho que já percorreram. Envolvemo-nos, desafiamos, celebramos as vitórias e enfrentamos os momentos difíceis em conjunto. Não procuramos apenas fazer crescer empresas focados no retorno imediato, muitas vezes insustentável. Procuramos ajudá-las a tornar-se organizações que perduram.

Ao longo de mais de 20 anos a trabalhar lado a lado com empresas de setores muito diferentes, percebemos que a inovação raramente acontece apenas dentro de uma indústria. Muitas das melhores ideias surgem quando conseguimos transportar conhecimento, práticas e modelos de negócio de um setor para outro. Foi assim que levámos disciplina financeira de uma consultora para uma operação de cuidados a idosos, ou práticas comerciais de um setor para outro que delas nunca tinha ouvido falar.

Essa capacidade de cruzar experiências permite-nos trazer perspetivas diferentes, antecipar oportunidades e ajudar os empresários a encontrar soluções que dificilmente surgiriam olhando apenas para a sua realidade. É um dos maiores ativos que colocamos em cada projeto.

Aprendi que as empresas raramente falham por falta de talento. Falham porque não conseguem reunir, no momento certo, aquilo de que o crescimento verdadeiramente precisa: acesso a capital, estrutura, foco, experiência e capacidade de execução. É isso que queremos mudar. Temos uma equipa apaixonada, comprometida e que trabalha há muitos anos em conjunto. Aprendi com o António Pinto Leite que o amor é um critério de gestão. Mas o amor sem disciplina é ingenuidade. Por isso, a par da humanidade, trazemos o rigor financeiro que aprendi na KPMG e a disciplina de execução que separa as empresas que sonham das que entregam. Na Ó Capital vivemos essa prática todos os dias, porque acreditamos que as empresas mais extraordinárias também se constroem com humanidade, confiança e bondade.

Acredito que cada empresa que ajudamos a crescer contribui para um Portugal mais competitivo, mais inovador, com mais grandes marcas e mais próspero.

Decisão a decisão. Empresa a empresa.

O verdadeiro impacto da Ó Capital não se mede apenas pelos negócios que ajudamos a transformar, mas pelo contributo que damos e queremos continuar a dar para que o tecido empresarial português seja composto por empresas de maior dimensão, mais competitivas e mais preparadas para liderar.

É essa a nossa missão. E é essa a razão pela qual fazemos este caminho, todos os dias.

A investir no futuro de Portugal

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